15.3.15

Monumentos Memoráveis: Thérèse Schwartze

Nos arredores de Amesterdão fica o cemitério De Nieuwe Ooster (O Novo Oriente), considerado o cemitério holandês com maior número de campas.

É um cemitério completamente diferente de todos os que já visitei: cada campa é um monumento independente, livre, sem obrigações legais ou linhas de orientação camarária; pelo menos, foi isso que retive, depois de um passeio pelo espaço.
Construído em três fases distintas (1889, 1915 e 1928), é um verdadeiro cemitério-jardim de tradição vitoriana, com caminhos ondulantes, perdidos entre árvores e arbustos. Neste momento, funciona ainda como Jardim Botânico.

Entre campas feitas de madeira, vidro colorido, metal ou pedra, encontramos, numa curva do jardim quase escondido pela folhagem verde em volta, um túmulo digno de uma princesa das histórias dos Irmãos Grimm: é a campa da pintora Thérèse Schwartze (Α:1851 - Ω:1918).
Tendo nascido em 1851 e pintado toda a vida, aprendendo as primeiras técnicas com o pai - também pintor -, mas passando por Paris, Munique e acabando por se estabelecer em Amesterdão, os seus trabalhos mais destacados são retratos, maioritariamente das figuras cosmopolitas mais eminentes do seu tempo.
É assim que ela está apresentada no túmulo: Therese van Duyl-Schwartze - Pintora de Retratos.
Em 1918, na sequência da morte do marido, a artista não resistiu ao choque e à doença que já a enfraquecia e morreu, com a idade de 61 anos.
Inicialmente, foi enterrada no famoso cemitério holandês de Zorgvlied, mas mais tarde transladada para De Nieuwe Ooster.
A sua irmã Georgine - uma escultora famosa - fez-lhe o monumento funerário, usando uma máscara mortuária como base para o rosto. 


O monumento é lindíssimo e a colocação é perfeita. A minha peça favorita do cemitério de De Nieuwe Ooster.