Faz hoje um ano que o Mort Safe começou a espalhar a tafofilia pela Internet.

Um sentido "Obrigada!" a todos os tafófilos que têm passando por aqui e até para o ano!...
Eva Perón tivera um papel essencial durante todo o processo de eleição do marido, em 1946, e o seu apoio às classes mais pobres - os chamados descamisados - garantiu-lhe um papel quase divino junto das massas que, carinhosamente, a apelidaram de Evita.
Era precisamente isso que Perón desejava, uma vez que pretendia manter Evita em exposição num monumento criado para o efeito; a adoração pela sua mulher considerada a líder espiritual da nação e o seu papel de viúvo extremoso permitir-lhe-ia manter parte da aura que Evita lhe emprestava, mesmo estando morta.
Por respeito às leis católicas ou, mais provavelmente, por superstição, decidiram esconder o cadáver em vez de o destruir: colocaram Evita num caixote de madeira nas traseiras de um camião e partiram para o interior da Argentina, tentando encontrar um local onde deixar esquecido o corpo. Mas estranhamente, os descamisados de Evita pareciam saber sempre onde a encontrar e, logo que era escolhido um espaço, começavam a aparecer velas e flores junto das entradas, colocadas pelos seguidores da esposa do ex-líder.

«No norte da cidade, escondido numa zona habitacional, cercado por um muro e tapado por uma grande floresta, rododendros e hera, encontramos o Cemitério Judaico de Berlim-Weissensee.
Existe aqui desde 1880, tem 42 hectares e 115 000 sepulturas, neste momento. Actualmente, o cemitério continua a ser utilizado. Nem o cemitério, nem o seu arquivo foram destruídos – o que representa um autêntico paraíso para coleccionadores de histórias.
Britta Wauer e o seu operador de câmara, Kaspar Koepke, visitaram várias vezes este cemitério e depararam-se com um sítio cheio de vidas.
Pessoas de todo o mundo visitam-no e falam sobre a história judaica, sobre a história da cidade de Berlim e simultaneamente sobre a história da Alemanha.
Todas elas estão lá amplamente representadas.»




Destaco, mais uma vez, o livro de Philippe Ariès "Sobre a História da Morte no Ocidente desde a Idade Média" da editora Teorema.
na ordem dos milhares de indivíduos e era mencionada nos guias turísticos da cidade.
É em 1804 que é criada a primeira Morgue de Paris, no coração administrativo da cidade, no movimentado Marché-Neuf. Mudam-lhe o nome de basse-géôle para morgue, palavra que tem origem no verbo morguer que significa olhar de forma inquisitiva e fixa.
A nova Morgue de Paris, considerada exemplar, modelo de higiene e salubridade, foi desenhada por Félix Gilbert e construída em 1864 nas traseiras da catedral de Notre Dame.

As crianças acabaram por ser identificadas, retiradas da sala de exposição, descongeladas e autopsiadas; no entanto, a identificação provou ser errada e elas foram novamente congeladas e colocadas na sala de exposição para satisfação dos aficionados.
Para os novos enterramentos foram criados quatro novos cemitérios, rodeando a cidade nos quatro pontos cardeais: Norte, Oeste, Este e, mais tarde, Sul.
Em 1792, quando foi tomada a decisão de exumar os corpos de La Fontaine e Molière, ninguém conseguia dizer exactamente onde o dramaturgo estaria enterrado.
A estratégia resultou: em menos de um ano, os talhões de Père Lachaise eram os mais cobiçados da capital francesa. Père Lachaise populou-se - sobrepopulou-se! - tendo-se tornado o local de eterno repouso de muitos populares e famosos, franceses e estrangeiros, que habitaram ou morreram em Paris, sendo um marco incontornável no mapa internacional do necroturismo.
Existe alguma confusão identitária entre o Dia de Todos os Santos e do Dia dos Finados; talvez originada pelo facto do dia 1 de Novembro ser feriado e a maioria da população aproveitar a circunstância para visitar os cemitérios, embelezar e limpar campas, de acordo com o costume do Dia de Finados.
Inicialmente considerava-se que os mortos ficavam num estado em que as suas almas se encontravam como que adormecidas, sendo que seriam "acordadas" no momento do Juízo Final, onde seriam julgados e posteriormente enviados para o Paraíso ou para o Inferno para toda a eternidade.
Na sua base está a raiz europeia, que dita que as pessoas se desloquem aos cemitérios, enfeitando e limpando campas, mesmo que algumas delas tenham já perdido o hábito de prestar o tributo das orações. Em algumas culturas essa celebração, em contacto com costumes locais igualmente antigos, converteu-se numa celebração diferentes.«combines a cremation urn, ash scattering and a burial at sea into one meaningful permanent environmental tribute to a loved ones life»
Durante a última década do século passado, milhares destas estruturas foram sendo
construidas e integradas, transformando o projecto num sucesso.