O autor é Francisco Moita Flores e o livro Cemitérios de Lisboa: Entre o Real e o Imaginário é uma edição de luxo, em formato grande, de capa dura, sobre-capa e fita de seda, que deveria fazer parte da biblioteca de qualquer tafofilo que se preze.
Diz-nos Moita Flores na sua introdução:
As páginas que se seguem não são a história dos cemitérios, como esta tradicionalmente é entendida - um discurso cronologicamente organizado sobre a memória, nem quer ser um mero roteiro turístico preocupado com a bela apresentação e de narrativa simplista. É, antes de mais, uma reflexão sobre nós, sobre a nossa cidade, sobre a Morte. Ou dito de outra forma,sobre o modo como os vivos pensam, sentem e representam a Morte. Tornámo-nos, assim, viajantes através da memória, espreitando às encruzilhadas de esperanças e angústias que são ponto de encontro de todos nós, no momento em que reassumimos a consciência da nossa própria finitude.
Apesar de não ser fácil encontrar o livro nas livrarias comuns, ainda po
de ser adquirido em alfarrabistas ou, com muita sorte, na loja da Câmara Municipal de Lisboa na Avenida da República.
Quando comprei o meu, há uns anos, ainda lá ficaram dois.
Contém inúmeras fotografias, contextos históricos, alguma simbologia e descrição de rituais de morte e, uma das mais valias do livro, uma visita guiada ao Jazigo Palmela no Cemitério dos Prazeres, um dos maiores jazigos da Europa, que reúne o número recorde de cerca de 200 corpos e restos mortais de elementos da mesma família.
Jazigo Palmela, Cemitério dos Prazeres, Lisboa, Portugal @Gisela Monteiro.2010