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2.8.26

O Jazigo de Clementina Relvas

Um dos meus jazigos favoritos no Cemitério do Alto de São João é o jazigo particular número 4426. 


Todo ele é uma preciosidade e, durante a pesquisa para o incluir no Guia Ilustrado do Cemitério do Alto de São João, descobri que tinha sido mandado construir por Maria Clementina Relvas. A surpresa deu o mote para a investigação detalhada que foi agora finalmente concluída e publicada na edição número 8 do Boletim Cultural dos Cemitérios de Lisboa, publicado na passada sexta-feira, dia 31 de Julho.

Descobrir o motivo para a decisão de construir um jazigo é sempre um dos meus elementos favoritos de pesquisa: porquê nesse momento, porquê nesse cemitério, porquê o estilo e os ornamentos escolhidos e para quem? 

Nem sempre conseguimos responder a todas estas perguntas, por vezes respondemos a uma parte e outras vezes, as mais frustrantes, não conseguimos responder a nenhuma delas.

No caso da Maria Clementina Relvas e da sua amiga Martina de Bulhões Maldonado, conseguimos um conjunto simpático de respostas e, para além disso, ainda encontrámos várias fotografias que ajudam a compor a história e a perceber, de facto o que se passou

Martina de Bulhões Maldonado e Maria Clementina Relvas, 1909.

Podem encontrar o meu artigo na edição completa do Boletim Cultural dos Cemitérios de Lisboa, no link partilhado acima. Vão poder ler também sobre, por exemplo, o Cemitério de Nossa Senhora do Pópolo, nas Caldas da Rainha e a história da cerâmica escrito pela Cláudia Feio.

Fica aqui o link directo para o artigo no meu perfil no Academia.edu, mas continuam a poder encontrar este artigo - e muito mais coisas! - no Boletim Cultural dos Cemitérios de Lisboa.

Boas leituras!

31.5.24

A Última Morada Bordalo Pinheiro em PT e EN

 E com o mês de Maio chegaram duas surpresas sob a forma de publicações (em papel e digital) do meu artigo sobre o jazigo particular dos Viscondes de Faro e Oliveira que, desenhado pelo genial Rafael Bordalo Pinheiro, também nele se encerram os seus restos mortais.

Este artigo, tendo nascido no decurso de uma investigação no contexto do meu mestrado em História da Arte, acabou por ser estendido, detalhado, aprofundado e transformado com vista à publicação numa versão em português e em inglês.

A versão em português foi apresentada na conferência "In Memoriam" Passado, presente e futuro dos cemitérios como espaços de memória, organizada pelo Prof. Francisco Queiroz e pela Santa Casa da Misericórdia de Braga, tendo sido agora publicada no volume de actas deste evento. Quem não tiver a sorte de conseguir comprar uma cópia, poderá encontrar online os vários artigos, que estão a ser disponibilizados pelos autores.

Se quiserem ler o meu artigo, intitulado Jazigo Particular N.º 4099: A Última Morada de Rafael Bordalo Pinheiro, podem seguir esta ligação.

Entretanto, fiz uma versão do artigo em inglês, com as necessárias adaptações para um público não português, procurando contextualizar o artista Rafael Bordalo Pinheiro e o seu trabalho no nosso século XIX, assim como o surgimento do neo-Manuelino neste período e a sua captação como gramática ornamental em monumentos fúnebres nos cemitérios de Lisboa. 

Este trabalho foi apresentado na conferência da AGS - Association for Gravestone Studies em 2022 e submetida à revista norte-americana Markers, foi também publicada agora, no volume XXXIX da revista.

Ainda não há versão digital, mas quem quiser a versão de papel pode encomendar para este endereço de email. A revista é distribuída gratuitamente a todos os membros da AGS.