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31.5.24

A Última Morada Bordalo Pinheiro em PT e EN

 E com o mês de Maio chegaram duas surpresas sob a forma de publicações (em papel e digital) do meu artigo sobre o jazigo particular dos Viscondes de Faro e Oliveira que, desenhado pelo genial Rafael Bordalo Pinheiro, também nele se encerram os seus restos mortais.

Este artigo, tendo nascido no decurso de uma investigação no contexto do meu mestrado em História da Arte, acabou por ser estendido, detalhado, aprofundado e transformado com vista à publicação numa versão em português e em inglês.

A versão em português foi apresentada na conferência "In Memoriam" Passado, presente e futuro dos cemitérios como espaços de memória, organizada pelo Prof. Francisco Queiroz e pela Santa Casa da Misericórdia de Braga, tendo sido agora publicada no volume de actas deste evento. Quem não tiver a sorte de conseguir comprar uma cópia, poderá encontrar online os vários artigos, que estão a ser disponibilizados pelos autores.

Se quiserem ler o meu artigo, intitulado Jazigo Particular N.º 4099: A Última Morada de Rafael Bordalo Pinheiro, podem seguir esta ligação.

Entretanto, fiz uma versão do artigo em inglês, com as necessárias adaptações para um público não português, procurando contextualizar o artista Rafael Bordalo Pinheiro e o seu trabalho no nosso século XIX, assim como o surgimento do neo-Manuelino neste período e a sua captação como gramática ornamental em monumentos fúnebres nos cemitérios de Lisboa. 

Este trabalho foi apresentado na conferência da AGS - Association for Gravestone Studies em 2022 e submetida à revista norte-americana Markers, foi também publicada agora, no volume XXXIX da revista.

Ainda não há versão digital, mas quem quiser a versão de papel pode encomendar para este endereço de email. A revista é distribuída gratuitamente a todos os membros da AGS.


8.12.23

Tafofilia ou a Arte de Amar a Morte

Ontem decorreu a sessão de apresentação do quarto número da revista P'ARTE: recolhas poéticas que, para este volume, escolheu o título Sympathy For The Grave e o tema da tafofilia – gosto ou atracção por cemitérios – como ponto de partida para as contribuições dos autores. 


Organizada por Alexis F. Viegas e Patrícia Sá, com a parceria da Fábrica do Terror, trata-se de uma fanzine do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, sob a chancela do subgrupo de investigação SYNESTHESIA, integrado no grupo THELEME — Estudos Interartes e Intermedia.

Para a apresentação foi organizado o painel A Tafofilia entre a Arte e a Investigação, com a moderação dos organizadores Alexis F. Viegas e Patrícia Sá e com a minha participação e da Francisca Alvarenga.

Tive o privilégio de ser responsável pelo prefácio da revista, intitulado Tafofilia ou a Arte de Amar a Morte e que podem ler online seguindo esta ligação.

Se quiserem a revista completa em formato digital, podem seguir esta ligação, encontrando vários artigos, poemas, desenhos, fotografias, incluindo uma colaboração minha com o escritor e historiador David Soares: as palavras dele e as minhas imagens.

Mais uma vez, parabéns ao Alexis F. Viegas e à Patrícia Sá pelo excelente trabalho e pela ousadia de trazer este tema para um contexto académico e criativo.


15.9.23

«Casa de Autópsias»: do modelo parisiense ao cemitério enquanto substituto da Morgue na Lisboa de Oitocentos

Há uns anos atrás descobri que, na Paris do século XIX, se visitava a Morgue da cidade como quem vai ao teatro ou ao jardim.

Fiquei fascinada com o tema e fui comprando livros e procurando fontes e até escrevi um pequeno texto aqui para o blog. 

Em 2021 e 2022 tive a oportunidade de investigar o tema com maior profundidade, procurando também a resposta lisboeta para os problemas que eram endereçados pela Morgue de Paris.

Escrevi um artigo que é agora publicado no segundo número da Revista RomantHis, uma revista científica de acesso aberto sobre o Longo Século XIX no Mundo Português, entendido num sentido lato, enquadrando quatro grandes vertentes: História, Arte, Cultura e Património.

A revista é uma publicação periódica digital é da responsabilidade do Grupo "Saudade Perpétua" e propriedade da HistóriaSábias - Associação Cultural, coordenada por Francisco Queiroz (director), Cristina Moscatel (directora adjunta).


Podem ler o meu artigo «Casa de Autópsias»: do modelo parisiense ao cemitério enquanto substituto da Morgue na Lisboa de Oitocentos seguindo esta ligação.

Este é ainda um tema em desenvolvimento e com várias linhas de investigação em aberto, mas o meu artigo pretende, desde já, ajudar a olhar para os cemitérios de outra forma e a procurar mais pistas e informações.

Espero que gostem.


11.3.17

"Da Mortalha ao Caixão" - Elegia


O volume número 5 da Elegia - a revista semestral da AAFC Associação de Agentes Funerários do Centro - apresenta-nos um dossier especial sobre Urnas Funerárias. Nesse dossier podem encontrar um novo artigo meu, onde apresento a história do caixão, intutilado "Da Mortalha ao Caixão".
Contactem a AAFC e assinem a revista para receber as cópias impressas vale a pena, mas para já, fiquem com o formato digital.

Boas leituras, caros Tafófilos!

9.8.16

"Sobre Turismo Cemiterial" na Revista Elegia

No número 4 da revista Elegia (revista semestral da AAFC Associação de Agentes Funerários do Centro) podem ler o meu artigo "Sobre Turismo Cemiterial", no qual desenvolvo esta temática, ilustrando-a com fotografias minhas de vários cemitérios europeus que visitei.
Para além do artigo, podem ainda encontrar várias referências ao blog Mort Safe.



A revista Elegia é uma publicação semestral dedicada ao sector funerário, com uma diversidade de colaborações que permite extravasar o público-alvo inicial e ser do interesse do leitor comum e, especialmente, do leitor tafófilo. 
Os números têm sido subordinados a temáticas específicas, organizadas em dossiers, cobrindo os mais variados temas; até agora foi publicado um dossier sobre Cremação (n.º1), sobre Transportes Funerários (n.º2) e sobre Cerimónia Fúnebre, Crenças e Rituais (n.º3).