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2.8.26

O Jazigo de Clementina Relvas

Um dos meus jazigos favoritos no Cemitério do Alto de São João é o jazigo particular número 4426. 


Todo ele é uma preciosidade e, durante a pesquisa para o incluir no Guia Ilustrado do Cemitério do Alto de São João, descobri que tinha sido mandado construir por Maria Clementina Relvas. A surpresa deu o mote para a investigação detalhada que foi agora finalmente concluída e publicada na edição número 8 do Boletim Cultural dos Cemitérios de Lisboa, publicado na passada sexta-feira, dia 31 de Julho.

Descobrir o motivo para a decisão de construir um jazigo é sempre um dos meus elementos favoritos de pesquisa: porquê nesse momento, porquê nesse cemitério, porquê o estilo e os ornamentos escolhidos e para quem? 

Nem sempre conseguimos responder a todas estas perguntas, por vezes respondemos a uma parte e outras vezes, as mais frustrantes, não conseguimos responder a nenhuma delas.

No caso da Maria Clementina Relvas e da sua amiga Martina de Bulhões Maldonado, conseguimos um conjunto simpático de respostas e, para além disso, ainda encontrámos várias fotografias que ajudam a compor a história e a perceber, de facto o que se passou

Martina de Bulhões Maldonado e Maria Clementina Relvas, 1909.

Podem encontrar o meu artigo na edição completa do Boletim Cultural dos Cemitérios de Lisboa, no link partilhado acima. Vão poder ler também sobre, por exemplo, o Cemitério de Nossa Senhora do Pópolo, nas Caldas da Rainha e a história da cerâmica escrito pela Cláudia Feio.

Fica aqui o link directo para o artigo no meu perfil no Academia.edu, mas continuam a poder encontrar este artigo - e muito mais coisas! - no Boletim Cultural dos Cemitérios de Lisboa.

Boas leituras!

18.5.25

História Interreligiosa dos Cemitérios de Lisboa

No passado dia 3 de Abril a Câmara Municipal de Lisboa inaugurou o novo Edifício Saudade, passando a cidade a dispor de um espaço para velórios e despedidas sem elementos religiosos.

Contendo ainda um forno crematório, a ausência de simbologia religiosa permite que se torne verdadeiramente inclusivo, uma vez que cada família pode decorar a sala com os elementos que entender, respondendo às necessidades das diferentes religiões e também a quem delas prescinde.

Neste contexto, a Divisão de Gestão Cemiterial, responsável pela gestão do novo edifício, publicou um número especial do Boletim Cultural dos Cemitérios de Lisboa, no qual participei com um texto sobre a história religiosa dos cemitérios de Lisboa.

A partir de fontes primárias, como as actas das reuniões da Assembleia da Câmara Municipal de Lisboa, considerando também relatos coevos em jornais e outros documentos, foi possível recuperar informações sobre as acessas discussões relativas à pretensão nacional de separar os mortos por credo, dentro dos cemitérios portugueses e como Lisboa se recusou a cumprir a lei régia, mantendo os cemitérios públicos da cidade como um espaço único sem divisões físicas. 

Nos jornais períodicos conseguimos ainda encontrar referências ao primeiro funeral civil a ter lugar na cidade e as resultantes reacções da igreja e da população.

Obviamente que recomendo a leitura, para quem se interessa por estas temáticas e, claro, por quem tem curiosidade no tema.


Para além do Boletim Cultural completo, disponível no link acima, podem ainda encontrar o meu artigo aqui, acedendo directamente à minha página no site Academia.edu.

Boas leituras!

29.6.24

Boletim Cultural dos Cemitérios de Lisboa - Número 3

Neste mês de Dezembro chegou também o número 3 do Boletim Cultural dos Cemitérios de Lisboa que, de acordo com a release note que chegou por email:

«para além das rubricas habituais Simbologia, Monumentos Sepulchraes, Echos do Passado e Pedras & Obras, convidamos os leitores a descobrir aqueles que são hoje os destinos possíveis, em Portugal, para o corpo após a morte, os desenvolvimentos tecnológicos nesta área e outras opções noutros locais do mundo»

Na minha rubrica Echos do Passado, escrevi sobre as profissões associadas à morte que existiam na Lisboa da década de 1920, a partir de um artigo da fantástica revista ABC.

O Boletim parece-me que será uma excelente companhia para estas férias de Verão.

22.12.23

Boletim Cultural dos Cemitérios de Lisboa - Número 2

Neste mês de Dezembro chegou também o número 2 do Boletim Cultural dos Cemitérios de Lisboa que, de acordo com a release note que chegou por email 

«para além das rubricas habituais Simbologia, Monumentos Sepulchraes, Echos do Passado ou Pedras & Obras, contamos com a participação de  Rafaela Ferraz, autora convidada, que nos traz o fascinante artigo O Caso dos Crânios: A Coleção Ferraz de Macedo»

Na minha rubrica Echos do Passado, escrevi sobre a - entretanto esquecida - Batalha da Ajuda, que aconteceu no interior do Cemitério da Ajuda em Julho de 1925.

Aqui fica uma excelente proposta para a semana das festas, para irmos lendo enquanto não chega 2024.