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30.3.25

Guias Ilustrados dos Cemitérios de Lisboa

No dia 22 de Março, no Cemitério do Alto de São João, ocorreu a apresentação e lançamento dos novos guias dos cemitérios de Lisboa.




Integrados na colecção de mapas Cartografia para a Portuguesia de Maria da Gandra, professora na London College of Communication - LCC, as publicações número 4 e 5 dedicam-se ao Cemitério dos Prazeres e ao Cemitério do Alto de São João.
Foto: David Miguel.

Desenvolvidos em parceria entre Maria da Gandra (design gráfico e esquemáticos) e Gisela Monteiro (investigação e texto) os dois novos guias resultam como uma ferramenta auxiliar para visitas auto-guiadas nos cemitérios, listando um conjunto de monumentos e personalidades de destaque, contando as suas histórias, explicando simbologia ao mesmo tempo que, graças aos detalhados esquemas e ilustrações, permitem ficar a conhecer estes cemitérios antes mesmo de o visitar.

Contando com o apoio da London College of Communication e da CML, os mapas são uma edição bilingue, em Português e Inglês, promovendo o património cemiterial de Lisboa junto de um público mais vasto.


Para encomendar os novos Guias Ilustrados, basta enviar 

um email para guiascemiterios@gmail.com





17.3.11

Eternos Parisienses

Para a maioria dos tafófilos, a caça às campas de famosos não é o principal atractivo num cemitério, mas para o visitante comum - que, ao contrário dos primeiros, não nutre um especial carinho por estes espaços - encontrar -se o local do repouso eterno de um nome sonante é, sem dúvida, um dos principais atractivos para cruzar os portões dos cemitérios.

Ainda que em Portugal este tipo de turismo não seja ainda comum, lá fora é extremamente popular e a prova disso são, por exemplo, as multidões que visitam o cemitério parisiense de Père Lachaise ou os autocarros de turismo que param diariamente à porta do cemitério Monumentale de Milão para visitas guiadas.

Normalmente, no próprio local, é possível comprar (ou receber gratuitamente) brochuras com as plantas dos cemitérios, onde os jazigos dos mais famosos residentes se encontram destacados, e que permitem ao visitante não se perder e descobrir com maior facilidade a campa pretendida. No entanto, este tipo de brochuras não costuma ter muito mais informação para além da localização e do nome e, muitas vezes, sentimos vontade de saber mais.
Outras vezes, queremos planear a viagem cuidadosamente e escolher quais os espaços a visitar, e as campas a não perder, e antes de ir não temos acesso às brochuras.
Felizmente, a Internet já nos permite a consultas de sites dedicados a alguns dos cemitérios, com acesso às plantas e outra informação preciosa; ainda assim, nada como ter um guia de bolso, completo e detalhado, contando histórias interessantes; não só sobre os falecidos, mas também sobre as suas campas, monumentos e o cemitério em si.

No âmbito dos Guias Cemiteriais existe uma colecção que merece destaque: a The Permanent Series desenvolvida por Judi Culbertson e Tom Randall.

Até ao momento existem já 5 volumes:
Vamos começar por Permanent Parisians.
Os autores dedicam os quatro capítulos iniciais a Père Lachaise, o que não é surpreendente, se considerarmos a profusão de falecidos famosos que estão enterrado neste cemitério.

Recordamos alguns:
  • Jim Morrison;
  • Georges Rodenbach;
  • Frédéric Chopin;
  • François Raspail;
  • Gustave Doré;
  • Jean La Fontaine;
  • Allan Kardec;
  • Honoré de Balzac;
  • Eugène Dlacroix;
  • Oscar Wilde;
  • Edith Piaf;
  • etc.
Há ainda tempo para falar nos afamados Passy, Montparnasse e Montmartre, para dedicar um capítulo ao Panteão, outro (pequeno) às Catacumbas, sem esquecer pequenos cemitérios suburbanos e igrejas onde foram realizadas inumações diversas, como St. Denis.

O guia está ilustrados com fotografias a preto e branco que permitem visualizar os locais a visitar.

Este é o guia essencial para qualquer tafófilo de visita a Paris, mas mais que isso é um instrumento rico, com um manancial de informação incontornável, sobre as personalidades enterradas em Paris e as suas histórias de vida, mas em especial, as suas mortes.

Mesmo para quem não esteja a planear um visita à cidade da Luz, vale a pena adquirir e ler esta obra.