Faz hoje um ano que o Mort Safe começou a espalhar a tafofilia pela Internet.

Um sentido "Obrigada!" a todos os tafófilos que têm passando por aqui e até para o ano!...

professor Martyn Gorman da Universidade de Aberdeen, na Escócia.«Relva e ervas ruins cresciam em abundância por todo o cemitério, cobrindo completamente as velhas sepulturas. Não havia ali uma pedra tumular. Sobre cada sepultura havia uma tabuleta carcomida, com a parte de cima arredondada mais ou menos tombada e sem ter a que se apoiar. Noutro tempo, em cada uma delas, tinha sido pintado o nome da pessoa a quem era consagrada, mas, ainda mesmo que houvesse luz, ninguém conseguiria lê-las. (...)
Na escuridão distinguiam-se a custo uns vultos vagos, que se aproximavam balouçando uma lanterna acesa, cuja luz punha no chão inúmeras manchas. (...)
O doutor pôs a lanterna à cabeceira da sepultura e foi sentar-se encostado ao tronco de um dos ulmeiros (...)
Durante algum tempo não se ouviu nenhum ruído além do que faziam as enxadas a abrir a terra, e que era muito monótono. Finalmente, uma delas tocou no caixão, com um ruído oco de madeira; em pouco minutos os homens içaram-no para fora da cova. Tiraram o corpo e deixaram-no cair rudemente no chão. A Lua apareceu entre as nuvens e iluminou o rosto pálido. Estava pronta a padiola. Colocaram-lhe o corpo em cima, taparam-no com um cobertor e ataram-no com uma corda.»
Nasceram, assim, os ladrões de corpos que a troco de dinheiro invadiam cemitérios à noite, desenterrando os mortos mais recentes para vendê-los a estudantes de medicina, que evitavam fazer perguntas.